Cadeira de rodas: você sabe como escolher a cadeira certa?

cadeira de rodas

Saber escolher uma cadeira de rodas é o primeiro passo para se sentir seguro. Porém é preciso escolher a cadeira certa! Fique de olho!

Afinal, uma pessoa com mobilidade reduzida, precisa ter uma cadeira de rodas confortável e ideal para seu peso, tamanho e necessidades.

Além disso, uma cadeira de rodas escolhida com cautela, poderá proporcionar muitos benefícios para o usuário.

É muito importante dedicar tempo e atenção à escolha de uma cadeira de rodas, pois um produto mal escolhido poderá causar dores, problemas musculares, além de cansaço.

Lembre-se: cadeira de rodas é como uma extensão do próprio corpo e, para quem usa esse equipamento durante um dia inteiro, escolher a cadeira certa, pode fazer toda a diferença!     

A cadeira de rodas deve ser olhada como um investimento    

Uma boa cadeira de rodas, não deve ser olhada como um simples acessório. Como já dissemos anteriormente, ela é uma extensão do próprio corpo.

Portanto, é preciso enxergá-la como um investimento e pensar que o preço não deve ser problema.

Uma cadeira de rodas adequada, muitas vezes tem um preço mais alto, porém, ela poderá evitar problemas posturais, escaras, dores e, portanto, proporcionar o conforto necessário.

Além disso, a cadeira de rodas precisa alcançar o máximo de funcionalidade do usuário.

Dessa forma, o usuário poderá viver de forma plena, segura e saudável!

Como escolher a cadeira de rodas ideal?    

Devido à tecnologia de hoje, pessoas com mobilidade reduzida são capazes de executarem as mais diversas atividades.

Assim, elas podem trabalhar, estudar, namorar, passear, se locomoverem com mais facilidade, entre outras coisas necessárias.

Por isso, uma pessoa com mobilidade reduzida tem chances de aproveitar ao máximo o que as atividades do dia a dia requerem e têm a oferecer.

A escolha da cadeira de rodas ideal, deve vir de encontro às necessidades funcionais individuais.

Rodrigo Moreira, mestre em Ciências da Reabilitação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador técnico mobility pela Ottobock do Brasil, argumenta que:

“Uma mesma cadeira de rodas compreende dois sistemas independentes: sistema de seating (conjunto configurado que acomoda o indivíduo na postura sentada) e o sistema de mobilidade (conjunto configurado que permite ao indivíduo a ação de deslocar-se no ambiente, garantindo o direito constitucional de ir e vir).”  

Para te ajudar um pouco mais, separamos algumas dicas que, com toda a certeza, farão muita diferença na hora de escolher a cadeira certa! 

Continue acompanhando este post e saiba mais!

1 – Itens que devem ser levados em consideração    

Os itens que precisam ser levados em consideração na hora da escolha, não são apenas a marca e modelo.

Então, selecionar os acessórios corretamente é essencial.

Na hora de considerar os itens, é preciso estar atento à largura, profundidade do assento e altura do encosto.

Além disso, é necessário estar atento ao posicionamento desse equipamento no espaço.

Assim sendo, as medidas básicas, como a altura e profundidade do assento e a altura do encosto, darão a dimensão da superfície em que o usuário irá sentar-se e acomodar-se.

Entretanto, essas medidas não mostram que seja uma cadeira de rodas e sim qualquer superfície de sentar.

Diante disso, é imprescindível configurar uma cadeira e considerar outras medidas como por exemplo, a posição do braço em relação ao eixo traseiro da cadeira, desta maneira, o posicionamento correto previne lesões no ombro. 

Além disso, é preciso pensar em outros itens da cadeira de rodas separadamente e fazer com que esses itens conversem e combinem entre si, favorecendo o equipamento adequado às necessidades individuais.

Esses itens são: tamanho e material da roda dianteira e traseira, material do chassi, estrutura do assento e encosto, tipo de apoio de pés, amortecimento traseiro e dianteiro, entre outros.

2 – O que um profissional precisa saber sobre o usuário?    

O profissional que está prescrevendo a cadeira de rodas, é talvez, um dos pontos mais importantes. 

O que ele precisa saber sobre o usuário para indicar um equipamento apropriado?

Vamos lá!

Basicamente, além das circunstâncias anatômicas e antropométricas do indivíduo, o profissional que trabalha com esse tipo de equipamento deve estar apto a recriar e entender ao máximo a rotina diária dos indivíduos.

Porém, a responsabilidade da prescrição da cadeira de rodas precisa ser compartilhada com o saber técnico do profissional e a vivência do usuário.

Isso porque, apesar de todo o conhecimento adquirido em sua formação, o profissional precisa decidir algumas escolhas junto com o indivíduo que irá usar a cadeira.

Por isso, algumas necessidades e percepções terão que ser decididas pela pessoa com mobilidade reduzida, pois só ela sabe como é seu dia a dia.

Esses fatores são decisivos e muito relevantes na seleção e configuração adequada dos equipamentos.

3 – Tipos de cadeiras    

É impossível definir qual a melhor opção sem considerar antes, a história de vida e as necessidades individuais de cada pessoa. 

Mas, com informação suficiente para confrontar e embasar as escolhas tudo ficará mais fácil.

Toda decisão deve ser centralizada nas necessidades individuais, por isso é necessário se atentar à história prévia e expectativa com os equipamentos.

Então, vamos falar sobre: cadeira monobloco e cadeira dobrável, assento e encosto rígido e flexível e também cadeira motorizada e manual. Continue conosco e saiba mais!

Cadeira Monobloco     

A construção do tipo monobloco é o fechamento em L, ou seja, através do rebatimento do encosto sobre o assento, que é responsável pela redução em altura do equipamento.

Outro fator importante é o peso da cadeira, que devemos levar em consideração. As estruturas monobloco são mais leves. 

Assim, a engenharia aplicada nestas cadeiras deixa ela muito mais compacta, resistente e prática.

Além disso, o desgaste físico do usuário é muito menor.

Cadeira Dobrável em X     

As cadeiras dobráveis em X têm por objetivo reduzir as dimensões latero-laterais do equipamento em função do transporte ou da acomodação quando da não utilização.

Porém, as cadeiras dobráveis em X possuem um peso superior ao das cadeiras monobloco.

Elas são mais aconselháveis para pessoas com maior dependência, pois oferece maior estabilidade do corpo do usuário, não dependendo da força e controle de tronco e membros.

Assento rígido ou flexível? Encosto rígido ou flexível?    

Na verdade é praticamente impossível pensar em assento e encosto de maneira isolada. 

Por isso, assento e encosto são estruturas que devem ser pensadas em conjunto, pois referem-se à estabilidade do sentar.

“O ponto chave para um sentar adequado sempre é a pelve. Devemos oferecer a ela, a partir da superfície de suporte, a estabilidade necessária para o conforto e a preservação de energia.” diz Rodrigo Moreira      

No assento da cadeira, é preciso pensar em possibilitar uma estrutura com capacidade de estabilizar o corpo do usuário para que possa manter uma postura correta, harmonizando os ísquios direito e esquerdo.

Por isso, existe a necessidade de um assento anatômico adequado para cada pessoa e não apenas uma almofada plana. 

Associado a isso, é preciso de um bom suporte posterior (encosto) para estabilização e suporte da espinha ilíaca póstero-superior.

Cadeira Manual ou Cadeira Motorizada  

Na hora de definir qual a melhor opção, deve-se considerar a história de vida de cada pessoa, além das necessidades individuais dentro do contexto de cada usuário.

Por isso, uma decisão não inviabiliza a outra. 

Isso porque, apesar das facilidades de locomoção que uma cadeira motorizada possibilita, às vezes, uma cadeira de rodas manual é necessária.

Muitas vezes, a pessoa que possui uma cadeira de rodas motorizada pode precisar de uma cadeira manual.

Seja para pequenos trajetos ou no caso de necessidade do usuário precisar deslocar o equipamento sozinho para dentro do carro.

Ou ainda, no caso em que o deslocamento da cadeira de rodas motorizada seja mais difícil ou inviável.

É preciso sempre pensar em uma prescrição assertiva. 

Dessa forma, é necessária uma avaliação das condições individuais como:

  • avaliação física preponderante em que o indivíduo não seja capaz de realizar a propulsão manual independente; 
  • avaliação visual;
  • avaliação auditiva; 
  • avaliação cognitiva;
  • avaliação ambiental;
  • outras avaliações relatadas pelo usuário.  

 

Assim, com esses critérios pré-estabelecidos, é permitido alcançar a correta indicação/prescrição do equipamento.

Além disso, é garantida a segurança, não só dos usuários, mas também de terceiros, em ambientes internos e externos.

Conclusão    

A escolha da cadeira de rodas adequada vai depender totalmente do histórico de vida de cada usuário.

Além disso, cada um possui necessidades diferentes e por isso, a prescrição deve ser analisada junto com o usuário.

Assim, com informações obtidas diretamente do cadeirante, além de avaliações precisas como: avaliação física, visual, auditiva, cognitiva, ambiental, entre outras, é possível adquirir uma cadeira de rodas perfeita!

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